O Tribunal de Justiça do Estado de Paulo derrubou a tese de que o Grupo Scamatti, de Votuporanga, “comprava” emendas parlamentares para se beneficiar em licitações de obras públicas da região.
A afirmação de que a construtora fazia negócios ilícitos com parlamentares, surgiu após uma investigação do GAECO (Grupo de Atuação Especial do Crime Organizado) nomeada “Operação Fratelli”. Nela o GAECO alega ter encontrado provas de que o Grupo Scamatti repassava dinheiro à deputados, com a intenção de que os mesmos, destinassem emendas à municípios indicados pelos empresários. Estas verbas seriam aplicadas em obras que provavelmente seriam executados por uma das empresas do Grupo Scamatti.
Depois de uma extensa e minuciosa investigação tanto nas contas da empresa quanto na vida financeira dos parlamentares acusados, o Tribunal de Justiça decidiu que não há provas suficientes para incriminar nem o Grupo Scamatti nem os deputados citados.

“COM O DEVIDO ACATAMENTO, REALIZADOS AS DILIGÊNCIAS QUE O CASO DEMANDAVA, NÃO EMERGIRAM, COM A PRECISÃO MÍNIMA EXIGIDA, ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE PUDESSEM CONFERIR ADEQUADO GRAU DE CONFORMIDADE SOBRE O EFETIVO ENVOLVIMENTO DE DETERMINADOS DEPUTADOS ESTADUAIS COM COGITADO TIPO DE PRÁTICA ILÍCITA, RAZÃO PELA QUAL O ARQUIVAMENTO SE MOSTRA COMO MEDIDA DE RIGOR”, decidiu o Tribunal de Justiça.
Esta é mais uma decisão da Justiça que inocenta o Grupo Scamatti das inúmeras acusações que sofreu durante a “Operação Fratelli”. Antes da operação do grupo GAECO as empresas do grupo era um dos maiores empregadores da região e executou as todas as obras conforme exigia os projetos, preservando a qualidade.